Os fabricantes de chocolates devem repetir, em 2014, a contratação de aproximadamente 24 mil temporários de Páscoa feita na mesma época do ano passado. A previsão é da entidade que representa o setor (Abicab) e leva em conta o período entre outubro e abril. Apesar da estabilidade em empregos, as vendas devem crescer de 3% a 4% neste ano com o estímulo adicional de eventos como a Copa do Mundo e as eleições, calcula o vice-presidente da entidade, Ubiracy Fonseca. Em todo o País, a Abicab estima que entre 15% e 20% dos admitidos para a Páscoa se tornam efetivos quando acaba o contrato provisório.
Com 700 funcionários a mais na temporada de Páscoa em sua fábrica em São Paulo, a Top Cau aumentou o quadro em 25%. Outros 1,7 mil serão admitidos para promoção e vendas em fevereiro e março. O foco de vendas da Top Cau é o licenciamento de produtos, que representa 60% do total, mas, desde 2000, também comercializa itens com marca própria. A empresa produz chocolates com venda exclusiva nas Lojas Americanas e deve aumentar a produção em 15% neste ano, para 9,2 milhões de unidades, informa a gerente de marketing Alais Valentini Fonseca.
Em sua fábrica de Bragança Paulista (SP), onde produz ovos de Páscoa, a Arcor chamou 406 funcionários temporários e terá mais 1,7 mil para promoção e vendas. As contratações representam um aumento de 15% ante o ano passado. A rede de chocolates finos Cacau Show irá selecionar, até o começo de março, 4,7 mil funcionários para atuar no período em suas 1.540 lojas. Conforme a rede, os interessados devem entregar seu currículo na loja mais próxima a sua residência para disputar uma das vagas. Nem todos os fabricantes reforçam a equipe com temporários. A gaúcha Prawer aumentará em cerca de 20% o quadro, mas com funcionários permanentes. Entre os destaques desta Páscoa aparecem produtos com chocolate amargo que contém 72% de cacau, cujas vendas devem crescer 40%, projeta.
O segmento de chocolates, cacau e balas faturou R$ 11,5 bilhões em 2011 e R$ 12,4 bilhões em 2012, conforme dados da Associação Brasileira da Indústria Alimentícia (Abia). O setor teve um desempenho industrial pior que a média nacional em 2013. Enquanto a produção física da indústria nacional cresceu 1,2%, o subsetor de alimentos mostrou estabilidade (-0,2%) e o de bebidas caiu 4,1%. Em termos regionais, o comportamento dos dois é bastante irregular, com variações acentuadas entre estados, segundo dados do IBGE, que refletem a importância de alguns produtos no perfil produtivo. Em 2010, houve queda de 0,9% em alimentos e alta de 5% em bebidas no Rio Grande do Sul. No ano seguinte, a variação foi positiva em 3,7% e 1,3%, enquanto em 2013 mostrou um recuo de 12,1% e expansão de 3,7%, respectivamente.
Fonte: Site Jornal do Comércio