Com expectativa de crescimento de 8,5% em relação ao ano passado, a 18ª edição do Liquida Porto Alegre estima alcançar um volume de R$ 1,15 bilhão em vendas, entre os dias 3 e 16 de fevereiro. O prazo de duração da temporada de promoções, que deve contar com adesão de 9 mil dos 13 mil pontos de venda da cidade, foi reduzido em uma semana para concentrar as oportunidades, esclareceu o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Porto Alegre, Gustavo Schifino.
Nesta edição, as ofertas vão ter um alcance maior, chegando a bares, restaurantes, concessionárias de automóveis e cursos de idiomas, num efeito descrito por Schifino como “contagiante”. Outros fatores que elevaram as expectativas para esta edição são a expansão do emprego, acompanhada de aumento de renda, e a queda na inadimplência.
O slogan da campanha, que remete aos anos 1950, sintetiza o espírito otimista dos lojistas: “Uma promoção como você não vê há muito tempo”. A publicidade, inspirada no visual retrô, estará presente na vida dos porto-alegrenses em jingles semelhantes aos reclames da era de ouro do rádio, outdoors e decorações nos postes, ruas e até nos trens. As composições do Trensurb receberão identidade visual que remete a meados do século passado.
Schifino ressaltou que há material de divulgação que será distribuído gratuitamente para lojistas que buscarem a CDL para aderir ao período de liquidação, que deve recuperar parte das perdas auferidas pelo varejo nos últimos dias por conta da greve dos ônibus. Segundo o presidente da entidade, na quarta-feira o varejo de rua no segmento de alimentação foi o mais prejudicado, com retração de 70%. Nos demais segmentos de rua, as perdas ficaram entre 50% e 60%. Já os shoppings apuraram redução de 25% nas vendas.
“O Liquida Porto Alegre pode recuperar esses prejuízos, mas venda perdida é venda perdida. Agora, serão novas vendas”, sintetizou Schifino. Presente no evento de lançamento do Liquida Porto Alegre, realizado na manhã desta quinta-feira, no Chalé da Praça XV de Novembro, o vice-prefeito, Sebastião Melo (PMDB), reforçou que a administração municipal tem somado esforços para interromper a greve o quanto antes, lembrando o quanto a ausência do transporte público prejudica o comércio.
Melo argumentou que as negociações não têm sido fáceis e que a elevação de 12% no salário-mínimo regional prejudica negociações, porque o percentual passa a ser exigido pelas categorias trabalhistas, a exemplo dos rodoviários. O presidente da CDL trabalha com a perspectiva de que a cidade esteja em pleno funcionamento na segunda-feira e com expectativa de que o comércio zere estoques que ficaram parados com o resultado modesto nas vendas de dezembro e com os efeitos da greve nesta semana.
O dirigente tranquilizou consumidores preocupados com fraudes de preços durante as promoções, a exemplo da Black Friday. “O cliente não tolera o lojista ludibriador”, afirmou, ressaltando que, embora os varejistas sejam autônomos para estabelecer preços, a entidade reforça a importância de agir com ética e bom-senso, até porque, as redes sociais propagam essas situações, gerando a oportunidade de boicote à empresa.
Fonte: Site Jornal do Comércio