A taxa de mortalidade das empresas (24% no Brasil, de acordo com o Sebrae) é prova de que todo empreendedor deve sempre observar as possibilidades de fracasso, mas não como um destino certo e, sim, como uma forma de mitigar erros. Mais do que considerar a possibilidade de insucesso, é preciso desenvolver o pensamento estratégico para os negócios a fim de não sucumbir à competitividade tão acirrada no mundo globalizado, sugere o doutor em estratégia empresarial Juan Ventura Victoria.
Na tarde desta quinta-feira, o consultor apresentou alguns pontos importantes que norteiam o pensamento estratégico e asseguram melhores resultados empresariais, durante palestra realizada no Hotel Sheraton. O evento iniciou com uma provocação: “Como competir no mundo atual?”. Embora seja impossível esgotar o questionamento, Ventura apresentou elementos que podem trazer algumas respostas.
O pensamento estratégico resulta em maior coerência na tomada de decisões, incitou. “Na ausência de estratégias, somos marionetes.” Os elementos a serem observados pelos empreendedores, elencou Ventura, são as oportunidades e ameaças do ramo, os recursos e capacidades de que a empresa dispõem e quais são os objetivos e resultados almejados. Estes, embora componham as metas adotadas, podem e devem ser alvo de flexibilização. “Temos que saber o que queremos fazer nos próximos três anos, mas temos que ser flexíveis, pois vão aparecer novas oportunidades e também ameaças.”
As bases do modelo de pensamento desenvolvido por Ventura amparam todo um novo conjunto de situações e áreas que requerem atenção de diretores e gestores. Todos eles sujeitos a uma dinâmica incessante: mercado, estratégia empresarial, crescimento e finanças. De acordo como se comportam esses quatro elementos, que se relacionam, é possível definir o que deve ser alvo de investimento e mudanças. Embora o tema principal do evento fosse estratégia, a mudança ganhou foco.
Como exemplo, Ventura mencionou a situação da Kodak, que sempre foi líder em seu segmento até a chegada da era digital. “A Kodak não conseguiu observar as mudanças pelas quais a fotografia estava passando e hoje é uma empresa minúscula.” Sobreviver à globalização e ao mercado cada vez mais competitivo, sintetizou, depende de estratégia, flexibilidade e, sobretudo, da capacidade de reagir a tempo.
Fonte: Site Jornal do Comércio