Instituições assinaram na tarde de ontem (12/12), na sede da Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ) no Palácio da Justiça, protocolo contendo diretrizes para atuação dos órgãos públicos no cumprimento de mandados judiciais de reintegração de posse. O documento visa à padronização nesse tipo de intervenção, de modo a conjugar eficácia e garantia a normas nacionais e internacionais de proteção aos direitos humanos.
Em oito itens, o protocolo recomenda plena comunicação entre as instituições envolvidas, reunião preparatória com a participação dos ocupantes da área, definição de data e horário - nunca à noite - para o cumprimento da reintegração, participação de equipes de saúde e conselho tutelar.
A cerimônia de assinatura do Protocolo Interinstitucional para cumprimento dos mandados de reintegração de posse em Conflitos Urbanos Coletivos foi comandada pela Juíza-Corregedora Clarissa Costa de Lima. Ela explica que o documento tem "importância social inegável" e é um dos frutos do trabalho de mais de dois anos de comitê dedicado ao tema dos conflitos urbanos, de crescente judicialização.
Entre os signatários, o representante do Ministério Público (MP), Promotor Daniel Martini, destacou a iniciativa do Poder Judiciário e a vanguarda na condução de soluções autocompositivas na seara das reintegrações de posse. Mario Luís Marchesan, Diretor-Geral do Departamento Municipal de habitação (DEMHAB) disse que o protocolo é resultado de discussão aprofundada e comentou que o uso da força, prerrogativa estatal, não pode gerar violência.
Também assinaram o protocolo: Defensora Pública Isabel Rodrigues Wexel; Advogada Elaine Adelina Pagani, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/RS); Procurador do Estado Bruno de Castro Winkler (PGE); Procuradora-Geral do Município Eunice Ferreira Nequete (PGM), Régis Rocha da Rosa, do Comando-Geral da Brigada Militar (BM). Esteve ausente o Secretário Estadual de Obras, Saneamento e Habitação, Rogério Araujo de Salazar.
A Juíza do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (CEJUSC) de Porto Alegre, Geneci Ribeiro de Campos, acompanhou o evento. Desde meados de 2015 ela é responsável pelo projeto de conciliações nos processos envolvendo reintegração de posse de áreas ocupadas. Também esteve presente a Juíza-Corregedora Coordenadora, Rosana Broglio Garbin.
OITO PONTOS
A seguir, as diretrizes do Protocolo Interinstitucional para cumprimento dos mandados de reintegração de posse em Conflitos Urbanos Coletivos:
RECOMENDA-SE aos membros do Tribunal de Justiça, Ministério Público, Defensoria Pública, Brigada Militar, OAB/RS e Conselho Tutelar, sem prejuízo de outros órgãos que se fizerem necessários:
Fonte: Site TJRS