Pequenas variações de taxas e impostos fazem diferença no ganho final dos investimentos e precisam ser avaliados com cuidado.
Mesmo na renda variável, seja em aplicações diretas na Bolsa ou por meio de fundos, é preciso saber qual será o peso das taxas e dos impostos.
O poder de negociação do investidor com corretoras, bancos ou gestoras de recursos é em relação às taxas de serviço –como a de administração, no caso de fundos, e a de corretagem, para investimentos em ações–, uma vez que os impostos são estipulados por lei.
As taxas variam de uma instituição para outra e, como há concorrência entre as empresas pelos clientes, esses saem em vantagem.
Caso o investidor já seja cliente da instituição com a qual pretende aplicar –por exemplo, se for correntista de um banco que oferece um CDB (Certificado de Depósito Bancário)–, um histórico de bom relacionamento aumenta seu poder de negociação.
INFLAÇÃO
O investidor também precisa ficar de olho na inflação e perguntar ao gerente qual tem sido o desempenho das aplicações escolhidas em relação aos índices de preço.
Se o investimento, após descontados custos e impostos, estiver sistematicamente perdendo para a inflação, é hora de procurar o responsável para discutir a pertinência de alguma mudança.
Mauro Calil, educador financeiro, ressalta, porém, que nem todas as medidas de cautela podem evitar frustrações. "Prever o futuro é impossível. Não há garantia de que a conta se mostrará correta", afirma.
Fonte: Site Jornal Folha de São Paulo