O início do ano é uma época que concentra inúmeros pagamentos, como IPVA, IPTU, compras parceladas de Natal, além do reajuste de matrículas e mensalidades escolares. Se as dívidas forem inevitáveis, o ideal é quitá-las o quanto antes. Depois, o ideal é conseguir poupar por meio de planejamento do orçamento e entrar no ano seguinte livre dos endividamentos.
O especialista em finanças pessoais do Itaú, Jurandir Sell Macedo, aconselha pagar o IPVA e o IPTU em uma só parcela. Se não for possível, o melhor é parcelar ao invés de prejudicar outras contas. "Nesta época do ano, mais do que nunca, a família precisa fazer um orçamento detalhado das despesas e dos gastos para cortar todo e qualquer tipo de excesso, até mesmo aquele café mais caro", diz. Macedo diz que se não fossem os gastos exagerados no Natal, as famílias estariam menos apertadas no início do ano. "Os gastos com o consumo no Natal são altos, as crianças chegam a ganhar cinco ou seis presentes, uma quantidade desnecessária."
Após as festas de fim de ano, a fatura do cartão de crédito chega a triplicar em relação ao gasto médio do resto do ano. Este tipo de dívida deve quitada por completo, pois os juros são extremamente altos, assim como os do cheque especial. "O cheque especial deveria ser utilizado apenas em caso de emergência. Já o cartão de crédito, caso a pessoa não consiga pagar a fatura inteira com os seus próprios recursos, o ideal seria trocar a dívida por um crédito mais barato, como o consignado, e quitar a fatura", explica o especialista.
Passados os três iniciais meses críticos, o presidente do Instituto Fractal de análises de mercado, Celso Grisi, aconselha a cada família poupar pelo menos 10% da sua renda. "Mesmo nas classes mais baixas, gasta-se muito com habitação, cerca de 30% do salário. Uma boa manutenção da casa e melhores hábitos, como gastar menos água e apagar as luzes, podem ser suficientes para atingir a meta de poupança", afirma Grisi.
GARANTIAS AO POUPAR
O diretor da Fractal diz que as pessoas querem enriquecer, mas esquecem que este processo é só ocorre no longo prazo. O especialista Jurandir Macedo destaca alguns pontos para se ter tranquilidade ao longo da vida e não sofrer com gastos extras. O ideal para começar a poupar é fazer uma reserva de imprevistos, que deve ser de três a seis vezes os gastos mensais (seis vezes, caso a pessoa seja autônoma). "Isso é a melhor coisa, pois dá tranquilidade", diz Macedo. Neste caso, o melhor é investir em poupança ou em algum fundo de DI, que não possuem risco.
Outro passo importante é garantir a aposentadoria e começar a poupar o quanto antes. Macedo apresenta um método desenvolvido pela equipe do Itaú que garante a aposentadoria no qual quem tem entre 25 e 40 anos de idade deve poupar a idade menos 15. Ou seja, quem tem 25 anos, terá que guardar 10% do salário.
Aos 35 anos, é necessário ter um ano de renda acumulada. Depois dos 40 anos, é hora de poupar a idade menos 10. Ou seja, para quem tem 42 anos é necessário guardar 32%. A partir dos 50 anos, o ideal é poupar o percentual da idade, ou seja, 50%. E por último, a poupança dos sonhos para realizar uma festa ou viagem.
Fonte: Site IG