Os parlamentares mais votados nas eleições são alvo de uma barganha financeira feroz nos corredores do Congresso, porque, quanto mais votos eles têm, mais dinheiro sai do Fundo Partidário para irrigar as legendas a que pertencem.
É o caso do palhaço Tiririca, que não se destaca pela atuação como deputado, mas vale ouro.
Sua votação recorde garante levar, todos os meses, ao PR - Partido da República (fusão do Partido Liberal e do Prona) exatos R$ 347.150,65. São 4,1 milhões anuais.
A estratégia política é simples. É por meio do fundo partidário que os partidos brasileiros basicamente se sustentam. A verba pode ser usada com propaganda política; campanhas eleitorais; criação e gastos de institutos e fundações; manutenção das sedes; e serviços da legenda, incluindo pagamento de pessoal. Só em 2013, os partidos serão contemplados, com R$ 364 milhões do fundo.
Tiririca, o mais votado do país, quase deixou a legenda antes da janela permitida para quem quer se candidatar em 2014 (5 de outubro, um ano antes do pleito) e chegou a ameaçar até largar a política e voltar a ser apenas artista. Mas, após negociações com integrantes do PR, principalmente com o deputado Valdemar Costa Neto (SP), resolveu ficar. Neto, que cumprirá pena em regime semiaberto devido à condenação imposta pelo STF (7 anos e 10 meses de prisão), sabe bem o valor do palhaço.
Outra mina do Partido da República é Antony Garotinho (RJ), que rende R$ 178,2 mil mensais. A gaúcha Manuela D"Ávila é o tesouro do PCdoB: R$ 136,5 mil por mês - cifra que corresponde a 17% dos recursos repassados aos comunistas. Já Maluf representa R$ 134,9 mil para o PP.
E assim vai a política brasileira ...
Fonte: Site Espaço Vital