Apesar da redução pontual de preços em alguns postos de combustíveis de Porto Alegre, o litro da gasolina nas bombas segue, em média, 5,9% mais caro desde o reajuste feito pela Petrobras nas refinarias na sexta-feira passada, ainda acima do percentual esperado, de até 3%.
No entanto, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) continua com o mesmo discurso de domingo passado: é preciso esperar a acomodação dos preços para tomar alguma medida.
Até o preço do diesel, que havia sido elevado dentro do esperado nos primeiros dias após o aumento, subiu mais. O valor médio nos postos pesquisados em Porto Alegre já está quase dois pontos percentuais acima do repasse de 6% inicialmente projetado.
Levantamento realizado por Zero Hora nesta quinta-feira em 30 postos de combustíveis da Capital constatou que o preço médio do litro da gasolina segue praticamente inalterado: R$ 2,950 ante R$ 2,958 observado no domingo passado. Os dois postos que cobravam quase R$ 3,10 reduziram o valor e passaram a vender por R$ 2,999. A média, no entanto, se manteve inalterada porque as revendas que ainda não haviam reajustado os valores atualizaram o preço do combustível ao longo da semana.
O diesel teve aumento médio de 7,8%, também acima da alta projetada por especialistas do setor, de 6%. Até domingo o reajuste nas bombas era de 5,6%.
Na sexta-feira passada, o conselho de administração da Petrobras autorizou aumento de 4% para a gasolina e de 8% para o diesel nas refinarias. No entanto, o percentual para os consumidores deveria ser menor porque, nas bases de distribuição, os combustíveis recebem aditivos que não sofreram aumento e por isso a alta de preço esperado nas bombas é menor: 3% para gasolina e 6% para o diesel.
Diante dos resultados, Edson Silva, coordenador do escritório da Região Sul da ANP, repetiu ontem o discurso de domingo passado. Considera o aumento observado um teste que os comerciantes fazem para ver até quanto o consumidor está disposto a pagar, mas que o reajuste deve se acomodar nas próximas semanas.
— Não recebemos reclamação formal. Vamos concluir o levantamento da própria ANP para tomar alguma medida. Reajuste acima de 4% merece investigação. Se identificarmos aumento abusivo encaminharemos denúncia ao Ministério Público — disse.
O Procon-RS também está realizando desde o início da semana levantamento próprio em cem postos da Capital para verificar eventuais aumentos abusivos. Seis fiscais estão visitando revendas para analisar o valor dos reajustes. Multas de até R$ 30 mil podem ser aplicadas a postos que tiveram alta acima de 4%.
COMO AGIR SE O AUMENTO PASSOU DE 4%
Ao abastecer, solicite a nota fiscal no posto, com o preço por litro
Acesse no site da ANP, o levantamento de preços: anp.gov.br/preco
Clique em município e digite a cidade
Localize o posto
Até ontem à noite, a pesquisa disponível era a concluída em 30 de novembro
Imprima a parte referente ao posto procurado mostrando o preço de venda
Se tiver uma nota fiscal anterior ao reajuste, melhor ainda
Se não tiver a nota anterior ou posto em questão não estiver contemplado na pesquisa da ANP (são cerca de 90 na Capital), pode servir de referência o preço médio da gasolina na cidade
Na pesquisa no site da ANP, aparece o valor médio cobrado por município
Leve ambos os comprovantes ao Procon ou à ANP, que poderão fazer uma investigação
Caso seja verificado aumento abusivo, postos ou distribuidores poderão responder a processo administrativo
ONDE DENUNCIAR
ANP
Av. dos Estados, 1.545, Porto Alegre
Telefone: (51) 4009-9400
Segunda a sexta, das 9h às 18h
Procon-RS
Rua 7 de Setembro, 723, Porto Alegre
Telefone: (51) 3287-6200
Segunda a sexta, das 10h às 16h
PROCON PORTO ALEGRE
Rua dos Andradas, 696, Porto Alegre
Telefone: (51) 3289-1710
Segunda a sexta, das 9h às 16h
Fonte: Site Jornal Zero Hora