Representantes de diversas entidades empresariais entregaram na tarde de ontem ao presidente da Assembleia Legislativa, deputado Pedro Westphalen (PP), um documento em que apresentam razões para a divergência ao índice proposto pelo governo gaúcho de reajuste do piso salarial regional. Eles se amparam no cenário das finanças públicas do Estado, que impõe um baixo investimento, e no alto endividamento do Rio Grande do Sul. “A política do piso regional, que aumenta salários sem contar com aumentos de produtividade na mesma medida, coloca o futuro da produção do Estado em cheque”, avaliou o presidente da Fiergs, Heitor Müller.
O documento ainda lembra que o Rio Grande do Sul perdeu posições no PIB brasileiro e nos rankings de qualidade de vida nos últimos anos, e o horizonte não mostra mudanças. Junto ao ofício entregue ao parlamentar ainda estava anexada uma nota técnica detalhada apresentando as motivações do grupo. Westphalen afirmou que vai encaminhar o material para conhecimento dos demais deputados.
Participaram também do encontro o presidente do Sistema Fecomércio, Zildo De Marchi; o representante da FCDL, Leonardo Neira; a representante do SindPoa, Maria Isabel Hammes; o diretor administrativo da Farsul, Francisco Schardong, e o representante da Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes, Religiosos e Filantrópicos do Rio Grande do Sul, Oswaldo Luis Balparda.
Fonte: Site Jornal do Comércio