Representantes de cinco federações empresariais entregaram ao governador Tarso Genro, na terça-feira (12), em reunião no Palácio Piratini, documento defendendo o fim do salário mínimo regional, além de notas técnicas que justificam a posição das entidades. O texto é assinado pelos presidentes da Fiergs, Heitor José Müller; da Farsul, Carlos Sperotto; da Fecomércio, Zildo De Marchi; da Federasul, Ricardo Russowsky; e da FCDL, Vitor Koch.
Os líderes empresariais avaliam que não há mais necessidade de existir o mínimo regional — apenas cinco estados o mantém — e propuseram, caso haja o reajuste, um índice de 5,3% e a não inclusão de categorias que têm data-base ou representação sindical. O índice sugerido pelas federações tem como base o INPC (nacional), calculado no intervalo entre fevereiro deste ano e o mês anterior à data-base de reajuste. O pleito também tem apoio da Federação das Santas Casas, Hospitais Beneficentes, Religiosos e Filantrópicos do Estado.
Em relação à data-base para a incidência do reajuste, as federações esperam que seja mantida a data prevista de 1º de fevereiro. Ao mantê-la e usando como referência as expectativas do Relatório Focus do Banco Central (01/11/2013), se chega ao reajuste de 5,33%.
As centrais sindicais pedem elevação de 16,81% e a inclusão de novas faixas para o recebimento do piso, além de alterações de faixas para categorias com salários defasados. Sobre a data-base, as centrais sindicais solicitam a antecipação para 1º de janeiro, a exemplo do salário mínimo federal.
O governador Tarso Genro se comprometeu em analisar os números fornecidos pelas federações e pelos sindicatos para elaborar o projeto de lei sobre o reajuste referente a 2014, que será enviado à Assembleia Legislativa até o próximo dia 19 de novembro.
Fonte: Site Jornal Zero Hora