Os baixos níveis de desemprego no Brasil têm imposto mais dificuldades à indústria e ao comércio na hora de reforçar seus quadros de pessoal. Em Porto Alegre, onde é registrada a menor taxa de desocupação do país entre as regiões metropolitanas, o cenário é ainda mais desafiador.
Levantamento feito pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que 65% dos donos de fábricas têm problemas para encontrar mão de obra qualificada. O setor mais afetado é justamente o coração de qualquer empresa: a área de produção. Heitor Müller, presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), afirma que o panorama é semelhante no Estado.
– O centro de usinagem não é mais o mesmo. Tem máquinas mais complexas, que exigem mais dos funcionários. O problema é que eles chegam cada vez menos preparados. Com dificuldades de ensino básico, inclusive. Não é raro, nos cursos oferecidos pelo Senai, os professores ministrarem aulas de português e matemática antes de começar a ensinar a parte técnica – conta.
No setor de serviços, em que a necessidade de mão de obra é maior, a situação é ainda mais complicada.
Fonte: Site Jornal Zero Hora