A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (Fapergs) e a Secretaria da Ciência, Inovação e Desenvolvimento Tecnológico (SCIT) anunciaram nesta quinta-feira, no Galpão Crioulo do Palácio Piratini, o programa Tecnova, que vai investir R$ 25 milhões em micro e pequenas empresas do Estado. O projeto incentiva a criação de produtos inovadores e o crescimento de empresas de pequeno porte com capacidade para desenvolver a economia gaúcha. A cerimônia teve a presença do governador, Tarso Genro, e do presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Glauco Arbix.
O secretário da SCIT, Cleber Prodanov, assegurou que o investimento em inovação é diretriz fundamental da administração estadual. Prodanov informou que o Tecnova cria uma ligação cada vez mais forte entre universidade, empresas e sociedade. “Colocamos recursos a fundo perdido para que a universidade convenie com a empresa para lançar ou aprimorar produtos tecnológicos. O fomento incentivará a competitividade, tornando o fruto do trabalho das micro e pequenas empresas regional e global”, explicou.
A diretora-presidente da Fapergs, Nádya Pesce da Silveira, credita o convênio ao bom desempenho da pesquisa científica no Rio Grande do Sul. “Grandes especialistas em todas as áreas do conhecimento trabalham aqui. O resultado das pesquisas está maduro para ser transferido às empresas.” Nádya acrescentou que doutores recém-formados ou mais experientes abrem microempresas de tecnologia de ponta. “As empresas precisam de fomento especial para crescer economicamente e disponibilizar produtos e serviços de inovação em escala comercial.”
Do total, R$ 15 milhões são aportados pela Finep, vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), e R$ 10 milhões provêm da parceria entre o governo do Estado e parceiros locais. Dessa parcela, R$ 9,3 milhões pertencem ao Tesouro estadual, R$ 300 mil à Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs) e R$ 400 mil à Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE).
A ação permitirá a contratação de até 75 pesquisas nas cadeias de tecnologia da informação, comunicação, petróleo e gás, energias alternativas, saúde avançada e medicamentos, calçados e artefatos, indústria moveleira, e nos setores metalmecânico-automotivo e agroindustrial. Os recursos variam entre R$ 200 mil e R$ 667 mil por projeto apresentado.
Fonte: Site Jornal do Comércio