Em um mercado globalizado, a participação em eventos internacionais é fundamental para as empresas. Essa regra também se aplica às companhias da cadeia do plástico do Rio Grande do Sul. Nesse contexto, cerca de 30 empresários do setor de transformação do Estado participarão da maior feira dessa área no mundo: a Feira K, que será realizada em Düsseldorf, na Alemanha. Entre os objetivos dos empreendedores estão a formação de parcerias e o aprimoramento tecnológico.
O evento, que abrange ainda o segmento da borracha, será realizado entre hoje e a próxima quarta-feira. Os executivos integrarão uma missão organizada por Braskem, Sindicato das Indústrias de Material Plástico no Estado do Rio Grande do Sul (Sinplast-RS) e Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Nordeste Gaúcho (Simplás), com a presença da Agência Gaúcha de Desenvolvimento (AGDI). O presidente do Sinplast-RS, Edilson Deitos, reitera que uma das intenções será buscar tecnologia europeia, especificamente alemã, para aplicar no mercado brasileiro.
O dirigente informa que, em termos de transformação de plástico, a Alemanha e a Itália são os países que apresentam a melhor tecnologia, seja em processo de fabricação ou em consumo de energia elétrica. O presidente do Sinplast-RS argumenta que, levando em conta o parque industrial gaúcho e a dificuldade quanto à oferta de mão de obra, a saída para as empresas tornarem-se competitivas é via automação. “Eu vejo que o mercado transformador gaúcho está mais voltado para máquinas com tecnologia europeia do que equipamentos mais baratos vindos da China.”
Deitos detalha que a indústria gaúcha do plástico transforma mais de 500 mil toneladas ao ano de resinas. São gerados em torno de 29,5 mil empregos diretos no Estado através de cerca de 1,3 mil empresas, em sua maioria pequenas e médias. Para apoiar os empresários do Rio Grande do Sul durante a Feira K, a consultoria MaxiQuim, com auxílio da Câmara Brasil-Alemanha, fez um trabalho de suporte, planejando visitas e agendas de reuniões entre companhias e entidades.
A sócia executiva da MaxiQuim Assessoria de Mercado Solange Stumpf ressalta que a participação na feira faz parte de um plano maior, que é o de estimular a indústria de plástico do Estado através da internacionalização das empresas. Com isso, essas companhias tornam-se mais inovadoras, agregando tecnologia a seus produtos a partir de contatos e parcerias. “A Europa tem essa expertise, e nós um grande mercado em potencial. A meta é juntar esses dois elos”, comenta Solange. A integrante da MaxiQuim acrescenta que uma das propostas é trazer o empresário estrangeiro, para que o empreendedor entre no Brasil através de uma parceria e não sozinho.
“A K é simplesmente a feira de plástico mais importante do mundo”, ressalta o coordenador executivo do programa setorial de petroquímica, plástico e borracha do governo do Estado e economista da AGDI, André Carmona. O dirigente recorda que o evento ocorre a cada três anos e essa edição contará com mais de 3 mil expositores de diversos países. A expectativa é de um público superior a 200 mil visitantes. Carmona enfatiza que a missão, na qual o governo do Estado está inserido, não é aleatória e está dentro da política industrial do governo que engloba setores considerados prioritários.
O economista concorda que a temática que levou os agentes à Feira K é a agregação de valor via tecnologia. No entanto, Carmona ressalta que as empresas gaúchas que estarão representadas na Alemanha são autônomas e também poderão tentar fechar negócios. “Vamos à procura de empresas que tenham sinergia com as gaúchas.”
Fonte: Site Jornal do Comércio