"Um centavo vale mais do que a liberdade". Foi o que constatou, na quarta-feira (06), o advogado Willamys Ferreira Gama ao não conseguir pagar a fiança de sua cliente, fixada em R$ 2.626,66, por não ter uma moeda de um centavo. A escrivã que o atendeu na 5ª Delegacia de Polícia de Brasília, exigiu o pagamento da quantia exata - nem um centavo a mais, nem a menos.
Em 22 de abril, o juiz Wagno Antônio de Souza, da 2ª Vara Criminal de Taguatinga (DF) concedeu – mediante fiança - liberdade provisória à ré, acusada pelos crimes de receptação e de adulteração de sinal identificador de veículo automotor.
O advogado relata que a família não tinha condições de pagar a quantia, tanto que a Defensoria Pública chegou a pedir a retirada da fiança, mas o juiz indeferiu o pedido.
Na quarta-feira, finalmente, a família conseguiu reunir o dinheiro, mas já passava das 17h, razão pela qual o pagamento não poderia ser feito no fórum ou no banco. As informações são do saite Migalhas.
Para garantir a liberdade de sua cliente o quanto antes, o advogado foi à 5ª Delegacia de Polícia de Brasília, onde apresentou a decisão judicial e a quantia de R$ R$ 2.626,70. Para sua surpresa, porém, a escrivã recusou o pagamento, alegando que poderia receber apenas o valor exato fixado pelo juiz.
O advogado, então, começou a saga por Brasília em busca da singela moeda de um centavo. Procurou por horas a fio em postos de gasolinas, lanchonetes, ônibus, foi à rodoviária, e até anunciou no WhatsApp. Até que apareceu um colega que tinha a moeda.
Após pegar a moedinha, o advogado foi novamente à 5ª DP, mas foi informado de que não poderia ser atendido, pois havia um flagrante para ser resolvido. Além disso, o plantão judicial não iria expedir alvará a tempo. Assim, sua cliente teve que passar mais uma noite presa.
Fonte: Site Espaço Vital