A operadora Oi liderou o ranking de empresas que mais geraram reclamações de consumidores no Estado em 2014, segundo balanço divulgado ontem pelo Procon-RS, órgão vinculado à Secretaria da Justiça e dos Direitos Humanos.
Em segundo lugar, está a operadora Claro com 5.755 reclamações e, em terceiro, a Sky com 4.845 reclamações. Na sequência, entre as 10 empresas mais demandadas, estão a Vivo, GVT, Magazine Luiza, Lojas Colombo, Embratel, CCE e WMS Supermercados.
Entre as empresas com reclamações fundamentadas, que geraram processos administrativos e nas quais não houve acordo com o reclamante, ocupam as 10 primeiras posições a CCE (86), Rede Wallmart (56), Oi (55), Magazine Luiza (54), Lojas Colombo (27), Madeireira Herval (27), Sky (19), Samsung (16), GVT (15) e Nokia (14).
Os órgãos de defesa do consumidor têm a obrigação legal, imposta pelo Código de Defesa do Consumidor, de fazer a divulgação desse cadastro de reclamações fundamentadas. Conforme a diretora executiva do Procon-RS, Flávia do Canto Pereira, os dados referentes as reclamações fundamentadas mostram números relativamente baixos devido ao êxito no processo de mediação coordenado pelo órgão, que foi de 82%.
Flávia considera importante a divulgação desses dados para que os consumidores tomem cuidado na hora de adquirir produtos ou serviços dessas empresas que lideram o ranking.
OPERADORA ESTUDA ENTRAR COM RECURSO NO CADE PARA REVER MULTA DE R$ 26 MILHÕES
A operadora de telefonia Oi informou ontem que ainda não teve acesso à decisão do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que condenou a empresa a pagar multa de R$ 26 milhões por conduta anticompetitiva contra a Vésper (atual Embratel), mas estuda recorrer da condenação. Cabe recurso da decisão no próprio Cade, em que o caso tramitou por quase dez anos. "A Oi informa que não teve acesso a todos os documentos que determinaram a decisão do Cade e está avaliando as medidas que podem ser tomadas em caso de recurso", disse a empresa.
De acordo com o Cade, a Telemar Norte Leste (atual Oi) monitorou indevidamente os clientes da concorrente Vésper entre 2002 e 2004. A empresa teria aproveitado a posição de dominância na rede da Região I do Plano Geral de Outorgas (formada por 16 Estados) para vigiar o call center da Vésper com o objetivo de oferecer planos a seus clientes e também evitar a migração de seus assinantes para a concorrente.
Fonte: Site Jornal do Comércio