A expressão "o bode expiatório" tem origem em ritual da tradição judaica (cap. 16 do Levítico, livro do Antigo Testamento da Bíblia). Dois bodes e um touro eram levados ao templo de Jerusalém.
Os sacerdotes sorteavam um dos dois bodes. Um era sacrificado e queimado em holocausto, com o touro; o sangue de ambos era aspergido nas paredes do templo.
O segundo tornava-se o bode expiatório. O sacerdote colocava as mãos sobre a cabeça dele e confessava os pecados de Israel. Simbolicamente o povo depositava todos os seus pecados nesse animal, que depois era abandonado ao relento no deserto. Acreditava-se, assim, que o povo também ficaria livre dos males que havia acometido e acalmaria o demônio.
A cerimônia simbolizava a purificação e a expiação dos pecados e culpas. O ritual era repetido anualmente, em data conhecida como o Dia da Expiação, em hebraico Iom Kippur.
A história da humanidade é rica em exemplos de bodes expiatórios, escolhidos para encobrir despropósitos e ganâncias dos dominantes. Hereges, índios, negros, judeus, deficientes, homossexuais, pobres, imigrantes, entre outros, ilustram essa longa relação.
Quando não se quer mudar uma situação ou não se quer admitir uma culpa, escolhe-se um bode expiatório, entre os mais fracos e indefesos. Depois é só alardear aos quatro ventos a culpa do infeliz e provocar sobre ele a ira dos demais.
Fonte: Site Espaço Vital