O prazo é relativamente curto: em cinco anos, a geração de atuais adolescentes que nasceu na era da internet e dispositivos tecnológicos como tablets e smartphones, deve entrar no mercado de trabalho com perspectivas diferentes dos profissionais de hoje. “Pessoas que cresceram conectadas e com mobilidade podem vir a sofrer um choque cultural se forem admitas como colaboradoras em empresas sem ferramentas de trabalho com tecnologia suficiente e adequada”, afirmou o diretor de Operações para a América Latina do Google Enterprise, Mauro Rezende, durante palestra sobre os Desafios do Ambiente de Trabalho Moderno, realizada durante o Tá na Mesa, ontem, na Federasul.
Citando as revoluções pensadas pelo Google para atender à demanda desta força de trabalho do futuro, Rezende explicou que a divisão responsável por levar os produtos da companhia para o mercado coorporativo desenvolveu sistemas de buscas, mapas, redes sociais, e-mails e documentos (planilhas, apresentações) semelhantes aos utilizados pelos usuários finais. Porém, carregam uma roupagem para as necessidades das empresas, capaz de aumentar a produtividade e satisfazer demandas já vigentes, quando se trata de usuários finais com acesso a tecnologias mais modernas do que as utilizadas na maior parte do mundo corporativo. São ferramentas que vão desde um programa que permite que várias pessoas editem um trabalho em conjunto ao mesmo tempo, até videoconferências, mapas com georreferências e sistema de banco de dados na nuvem. “O Google investe alguns bilhões em segurança para garantir a privacidade, disponibilidade de acesso e consistência da informação (que não seja adulterada) na nuvem. Além disso, todos os dados são criptografados”, destacou Rezende.
Segundo o executivo, o processo de transição para a nuvem do Google é realizado por empresas parceiras locais e dura em torno de 90 a 120 dias para uma companhia com 5 mil a 10 mil funcionários. Um outro equipamento - que deve ser instalado - é capaz de indexar e catalogar as informações da empresa, da mesma maneira que o buscador do google.com e produtos georreferenciados, prometendo economia de recursos em manutenção de infraestrutura, destaca Rezende. O Google ainda oferece sistema de mapas e imagens de satélite, que possibilitam pensar em rotas de entrega, no caso do setor de logística.
Ao ressaltar que mobilidade tem se tornado, cada vez mais, uma das principais demandas para profissionais de conhecimento de uma empresa, o executivo citou dados da Workforce Employee Survey 2012, que apurou que, hoje em dia, as pessoas já trabalham com dois a três dispositivos, sendo que 53% utiliza aparelhos e aplicativos pessoais para realizar seus trabalhos, em vista de que possuem acesso à tecnologias mais modernas e mais fáceis do que as implementadas pela maioria das empresas.
“O hábito de sentar no escritório e ficar lá o dia todo, para depois ir pra casa, está deixando de existir”, destacou Rezende ao defender o uso de ferramentas da marca que permitem que se trabalhe da mesma forma como se costuma proceder em dispositivos voltados para a vida pessoal. “Isso termina com o dilema de profissionais que em casa conseguem fazer compras em lojas que ficam do outro lado do mundo, e, que ao chegar no escritório, não conseguem encontrar o contrato do cliente, o que ainda é muito comum no mercado coorporativo.”
Atualmente, a Google Enterprise disponibiliza tecnologia para mais de 5 milhões de empresas de todos os portes, em diversos países do mundo, através de uma plataforma (Google Apps For Business) com capacidade de escala de crescimento e de estabilidade muito grande. O pacote de produtividade é baseado na nuvem, permitindo que toda a equipe se conecte e trabalhe de qualquer lugar, em qualquer dispositivo. “Isso traz tranquilidade e disponibiliza os recursos que eram antes utilizados para manter a infraestrutura funcionando, para pensar em negócios”, ressaltou Rezende.
Fonte: Site Jornal do Comércio