Aquele espaço que está sobrando em casa pode se transformar em dinheiro na conta. O aluguel de espaços para visitantes de outras localidades tem conquistado cada vez mais adeptos. Um dos sites mais procurados para fazer o meio de campo neste intercâmbio é o Airbnb. O espaço virtual serve como mercado comunitário para pessoas anunciarem e reservarem acomodações ao redor do mundo, com valores bem menores do que aqueles gastos em hotéis. Fundado em 2008, em São Francisco, Califórnia, a plataforma já contabiliza mais de 11 milhões de hóspedes. Nesses seis anos, são mais de 34 mil cidades disponíveis espalhadas por 192 países.
O anúncio no site é gratuito e o Airbnb não recebe dinheiro até que a reserva seja adquirida. A plataforma fica com uma taxa de 3% para cada reserva do anfitrião, que cobre o custo de processamento da transação. Os hóspedes pagam uma taxa de 6% a 12% no momento da reserva, que permite fornecer serviços como o atendimento ao cliente e a garantia, fazendo com que todas as transações fiquem mais seguras e confiáveis.
Quando uma reserva é aceita, imediatamente é cobrado ao hóspede o custo total, mas o dinheiro fica retido até 24 horas após a data de check-in. Depois desse tempo, o solicitante pode pagar de diversas maneiras, como PayPal, transferência bancária e cheque.
A blogueira Amanda Mormito, do blog Buenos Aires Para Chicas, é uma das milhares de pessoas que já utilizaram a plataforma, hospedando-se em cidades como Belo Horizonte e Paris. E como boa viajante, Amanda diz que é necessário dar atenção a alguns pontos no site. “Acho que a chave para não se arrepender na hora de escolher o apartamento é prestar atenção na região onde ele fica e nos comentários de pessoas que já alugaram o apartamento”, aponta. A blogueira também alerta para não deixar a reserva para a última hora e salienta o uso dos filtros, separando se você quer o apartamento inteiro, só um quarto ou um quarto compartilhado.
Um dos diretores do Airbnb no País, Christian Gessner conta que, desde quando o site começou, em 2008, até 2011, “foi uma luta para atingir 1 milhão de usuários”. Mas o crescimento a partir de então foi significativo: em 2012 pulou para 4 milhões e em 2013 ultrapassou a marca de 10 milhões. “O ganho é para todas as partes envolvidas, não só financeiro, mas também cultural. Além disso, temos a confiança do site, que possui o seguro, e também a hospitalidade dos anfitriões”, afirma.
DESTINOS GAÚCHOS ESTÃO ENTRE OS MAIS PROCURADOS
O Rio Grande do Sul possui mais de 900 anúncios no Airbnb com espaço para receber mais de quatro mil hóspedes, o que dá uma média de 4,4 lugares para cada espaço disponível. Além disso, é o quarto estado com maior número de viajantes pela plataforma on-line. A Copa do Mundo tem sido um estímulo e tanto para incentivar os negócios. Em Porto Alegre, houve crescimento de 410% no número de anúncios no primeiro trimestre deste ano, se comparado ao mesmo período de 2013. A procura pela Capital como destino também apresentou aumento, subindo 184% nos primeiros três meses de 2014.
Atualmente, o Brasil conta com cerca de 20 mil anúncios, sendo nove mil só no Rio de Janeiro, o mercado mais importante do País para o site. Esse número representa 40 mil leitos, aumentando a capacidade hoteleira da capital fluminense em mais de 50%. O desenvolvimento brasileiro no Airbnb foi maior durante a Copa das Confederações, com ofertas e demandas superiores a 600%. No Mundial, que ocorre em junho e julho, a expectativa é que o crescimento seja superior a quatro dígitos.
Fonte: Site Jornal do Comércio