No dia 20/07/2015, o Jornal do Comércio publicou notícia sobre a taxa de crescimento de 40% nos pedidos de Recuperação Judicial no primeiro semestre de 2015 em relação ao mesmo período de 2014, conforme levantamento feito pelo INRE. Este ano, no Rio Grande do Sul, algumas empresas de destaque acabaram formalizando o pedido de Recuperação Judicial, entre elas, a Guerra, a Lupatech, a Farina, a DHB e a Sultepa. Organizações reconhecidas, com ampla atuação e responsáveis por milhares de empregos. Triste realidade. O País vive uma crise ampla e profunda. Ampla porque envolve diversos temas, entre eles, político, ético e econômico, entre tantos outros possíveis de citar. Profunda porque evidencia a necessidade de mudanças estruturais e culturais para a recuperação nacional.
A crise econômica apresenta impactos distintos entre os diferentes setores e mercados, mas de forma semelhante entre os concorrentes diretos. As diferenças entre os players de um mesmo mercado resultam de habilidade e de capacidade prévia da empresa em se preparar para o pior. Quando o contexto é favorável, as organizações vencedoras preparam suas estruturas e seus recursos para eventuais turbulências.
É por isso que, mesmo em crises, é possível ver empresas concorrentes com desempenhos diferentes. As companhias não podem olhar, somente, pela janela para reclamar e procurar culpados. Elas não podem terceirizar seus problemas. Elas precisam olhar para “dentro de casa” e mobilizar o quadro de colaboradores. Afinal, a crise é um desafio de todos na empresa. A solução está, definitivamente, na forma como as empresa reagem aos acontecimentos. Anterior a isto, está o importante trabalho preventivo de estruturação e preparação para tempos difíceis. As empresas vencedoras são aquelas que identificam e que têm o melhor retorno possível de suas oportunidades.
HENRIQUE GIRARDI