Hoje em dia, algumas empresas estão tentando descobrir como sobreviverão num cenário global cada vez mais competitivo. Elas reconhecem a importância das estratégias e da necessidade de serem únicas para os clientes, mas não sabem como criar e administrar esse cenário.
Essa dificuldade é resultado da grande perda de propósito e de função de muitas organizações. Elas deixaram de criar real valor aos clientes e passaram a agregar pequenas melhorias. Tal comportamento está prejudicando todo o mercado. A saída para esse dilema é focar em criar valor para o cliente. Um tema amplamente debatido e estratégico para a prosperidade das empresas.
Para entender melhor de que forma as empresas podem superar essa situação, irei resgatar um pouco do surgimento das primeiras organizações comerciais, descrita no livro Os segredos das empresas mais queridas, de Rejendra Sisodia, Jagdish Sheth e David Wolfe. O livro relata como as primeiras organizações foram criadas na Europa antes do século XVII. Elas recebiam do governo a autorização para desempenhar finalidades públicas e atividades consideradas arriscadas ou excessivamente caras para os indivíduos e para os governos. Sem fins lucrativos, desempenharam um papel social importante, construindo pontes, hospitais, estradas e outras ações para a melhoria da qualidade de vida da sociedade. Percebe-se, por essas ações, o propósito das primeiras empresas: proporcionar produtos e serviços a que os indivíduos não teriam acesso com as suas próprias iniciativas, ou seja, agregaram um grande valor para toda a população e foram responsáveis por uma série de melhorias em muitas comunidades. Na época, a competição beneficiava a todos. Definitivamente, essas empresas eram únicas.
Esse resgate histórico permite perceber que um dos aspectos importantes é o propósito das primeiras empresas de proporcionar a melhoria da qualidade de vida da sociedade. O exemplo dessas organizações ensina que a competição deve ficar de lado e que o foco deve ser em gerar mais valor aos clientes.
Henrique Girardi