Muitos amigos e colegas de trabalho me questionam sobre a presença das empresas no Facebook. Perguntam sobre a importância de a empresa estar inserida nessa rede social e sobre a forma de comportar-se nesse ambiente virtual.
Mesmo não sendo especialista na área, é fácil identificar que muitas marcas se comportam de forma completamente equivocada. Em muitos casos, porque utilizam o Facebook apenas para divulgar e fazer propaganda, transformando-o em um catálogo cheio de fotos dos produtos e descrições dos serviços. Outro fator também negativo é a falta de interação, pois infelizmente, muitas empresas não respondem e não interagem com seus clientes.
Essas práticas estão completamente equivocadas. Primeiro porque o consumidor não valoriza, em redes sociais, esse tipo de conteúdo puramente promocional, e segundo porque o foco no Facebook é o relacionamento. Em uma rede que permite a interação entre marcas e consumidores, não há espaço para comunicação unilateral, e as marcas que se comportam assim não estão obtendo o resultado esperado.
Todas essas dificuldades, na verdade, refletem exatamente o comportamento e o atual momento de muitas empresas. Essas empresas estão presas a antigos modelos de negócios, que não exploram a interação, a participação e o relacionamento com os públicos.
Apesar desse cenário em que muitas empresas se encontram, há também aquelas que estão aproveitando muito bem esse canal. O Facebook, assim como outras redes, é uma ferramenta muito eficaz, mas, para que haja essa eficácia, as marcas devem construir um relacionamento, por meio de conteúdo relevante e apropriado para aquele ambiente. Devem ampliar seus horizontes e trabalhar com temas mais abrangentes e de interesse do público. Por exemplo, se a empresa for um estúdio de pilates, ela pode trabalhar temas como bem- estar, a importância de exercícios físicos e esportes, a necessidade de prevenção, cuidados com a beleza, e outros assuntos de interesse do público que tenham alguma ligação com o mercado em que a marca está inserida. Algumas empresas adotam, inclusive, bandeiras e causas da sociedade. Também é uma estratégia eficiente.
Essas marcas que atualmente se destacam nas redes sociais entenderam, acima de tudo, que precisam ter um comportamento mais humano. Precisam falar com o seu público de igual para igual.
Os clientes dessas empresas simplesmente esquecem que estão interagindo com a marca. O vínculo deixa de ser comercial e, definitivamente, a aquisição vira consequência.
HENRIQUE GIRARDI